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30/12/2022 às 23h06min - Atualizada em 04/01/2023 às 00h01min

Greener: Token focado no ESG e preservação ambiental revoluciona o mercado de créditos de carbono no Brasil

SALA DA NOTÍCIA Renato Cipriano - @renatocipriano
Greener Preservation Token - Foto: Divulgação


A Greener Preservation Token (GPT) negocia tokens individuais de preservação, com origem auditada, de florestas preservadas da Amazônia brasileira.

O mercado voluntário de créditos de carbono, no ano de 2021, bateu a marca de US$ 2 bilhões de dólares em volume de negociação e existe a expectativa de que ele dobre de tamanho até 2027, atingindo a marca de U$$ 4 bilhões de dólares. Os dados são da Ecosystem Marketplace, uma instituição que se dedica a reunir e publicar artigos oficiais, notícias e relatórios anuais sobre o mercado voluntário de carbono. Embora a expectativa de crescimento seja significativa, ela ainda não é suficiente para que as metas definidas pelo Acordo de Paris sejam alcançadas, fato que abre espaço para futuras tendências de entrada de capital nesse segmento.

O mercado voluntário de carbono acaba sendo considerado pouco transparente e fragmentado, pois é significativo o número de intermediários presentes no processo de compra e venda de crédito de carbono. Além disso, não há unicidade, ou seja, são diversos tipos de crédito de carbono cujas transações ocorrem em diferentes sistemas isolados. Dessa forma, pode-se dizer que o mercado voluntário possui uma série de ineficiências, que representam uma barreira para a sua escalabilidade.

Nesse contexto, a tecnologia blockchain um mercado com rastreabilidade, transparência, governança e mais segurança, trazendo maior liquidez e se apresenta como uma possível solução de cunho tecnológico, que possibilita o desenvolvimento de um mercado líquido, seguro, eficiente, transparente e sem a necessidade de intermediários. Assim, ela proporciona as seguintes vantagens, tendo em vista os problemas hoje existentes no mercado tradicional de crédito de carbono:

Transparência em relação às informações referentes aos projetos, uma vez que podem ser verificadas na rede;
● Imutabilidade, pois uma vez que a informação é imputada nos blocos, os dados não podem ser alterados;
● Possibilita compras e offsets programados;
● Liquidez para que pessoas físicas e jurídicas possam ter acesso aos Tokens.

É nessa esteira que nasce a Grenner e o seu produto, o Greener Preservation Token (GPT), em português, Token de Preservação Greener. O GPT consiste na materialização da iniciativa de promover a tokenização de ativos ambientais oriundos dos mais diversos tipos de serviços de preservação do meio ambiente e da manutenção de suas estruturas naturais, viabilizando, através de um canal digital, transparente, simples, seguro e de fácil acesso a todos e a toda a sociedade, a participação nessas iniciativas sustentáveis. O GPT, assim, em sua essência, é um criptoativos destinado ao fomento à preservação e à compensação de passivos ambientais.

Todos os ativos ambientais tokenizados pela Greener e transformados em GPTs passam por um prévio e austero sistema de diligência, validação e auditoria, no qual são examinados desde a titularidade e a cadeia dominial das áreas em que os projetos de originação são desenvolvidos, passando pelos inventários florestais, relatórios de medição, formalizações dos compromissos de preservação, metodologia e certificação utilizados, até a geração definitiva de cada uma das toneladas de CO² que são disponibilizadas à plataforma para tokenização.

A partir deste momento, uma vez superada a fase inicial de diligência e, estando integralmente adequados aos parâmetros da originação, cada uma das toneladas de CO² equivalentes (1 ton. CO²) geradas nos projetos e submetidas à tokenização sendo individualizadas e singularmente identificadas, passando a adquirir um “número específico de série” – uma hash - tal como um chassis, o qual acompanhá-la-á desde o início do processo de tokenização até a sua aposentadoria definitiva, quando vier a ser utilizada para a compensação de determinada pegada de emissão de CO² de seu respectivo titular.

Sobreleva destacar que os GPTs, atualmente, constituem a primeira e única iniciativa no mundo em ativos ambientais que são individualizados e numerados previamente ao processo de tokenização, de modo que os Tokens gerados a partir do respectivo processo de digitalização acabam por nascer com a característica de unicidade, ou seja, nascem referindo-se cada um a cada uma tonelada específica de CO² equivalente constante de sua base.

Os ativos do GPT são provenientes da conservação de mais de 530 mil hectares de florestas nativas localizadas no Bioma Amazônico, distribuídos em, aproximadamente, 216 diferentes propriedades rurais, especificamente nos estados do Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Pará.
Cada UEC materializa os serviços de conservação, florestas nativas e de sua respectiva biodiversidade, estando definida na legislação brasileira como um ativo financeiro, intangível e transferível, representativa de uma tonelada de CO² equivalente estocado, conforme preceitua o artigo 2º, inciso XI do Decreto 11.075/2022.

O token Greener usa ainda um sistema homologado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban);

Ele já pode ser adquirido por empresas que querem reforçar suas práticas sustentáveis por meio da plataforma https://begreener.io e já roda na Polygon - um protocolo que permite construir e conectar blockchains que sejam compatíveis com a rede Ethereum.

Afirma o CEO da Greener Cláudio Olímpio e Felipe Russowski presidente do Conselho de Administração.

Greener Preservation Token - Foto: Divulgação

Greener Preservation Token - Foto: Divulgação

 

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