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28/10/2021 às 16h51min - Atualizada em 01/11/2021 às 00h00min

Cinco tendências tecnológicas que impulsionam o mercado financeiro

Cofundador da INCO aponta que a inteligência artificial tem sido explorada por instituições financeiras, que aumentaram em 48% os investimentos em tecnologia, aponta pesquisa

SALA DA NOTÍCIA Redação
Foto: Divulgação

A inovação tecnológica causou uma influência significativa em todos os setores nos últimos anos, mudando a forma como as empresas de diversos setores operam. Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), no ano passado, mostrou que os bancos aumentaram em 48% os investimentos em tecnologia –  no recorte da pandemia do COVID-19, por exemplo, as transações de “Pessoa Física” nos canais digitais chegaram a representar 74%. 

Novas fronteiras tecnológicas, como a inteligência artificial, têm sido exploradas pelas instituições financeiras com foco na conveniência para o cliente e na oferta de novos modelos de atendimento. Para Bruno Patrus, cofundador da INCO Investimentos, plataforma de investimentos coletivos, esse desenvolvimento abriu novas portas e estimulou a criação de um setor de serviços financeiros inteiramente novo, como é o caso das fintechs e tecnologias financeiras. 

“A terceirização dos negócios não ficou imune a essa mudança, especialmente com empresas de serviços financeiros implementando rapidamente novas soluções tecnológicas em seus modelos de negócios. Agora, mais do que nunca, uma empresa deve considerar como pode capitalizar em tecnologia avançada para competir com sucesso na era digital”, diz. 

Principais tendências

1. Fintech

O dia em que os grandes bancos de investimento governavam o setor de serviços financeiros pode está chegando ao fim. Isso porque, as fintech estão revolucionando o funcionamento do setor. Segundo a pesquisa “Fintech global”, conduzida pela PwC, 28% dos lucros estão em risco no setor bancário e de pagamentos devido à interrupção de empresas de fintech. Além disso, 81% dos executivos-chefes de bancos de investimento se preocupam com o aumento de interrupções no futuro.

“Nos últimos anos, diversas startups do mercado financeiro surgiram oferecendo aos clientes novas maneiras de gerenciar suas finanças e fazer pagamentos. Ao mesmo tempo, oferecem às empresas a capacidade de agilizar operações financeiras e eliminar fornecedores financeiros desnecessários'', aponta Patrus.

Antes do surgimento dessas empresas, as grandes instituições financeiras dominavam os fluxos de receita, porém, nos dias atuais, estão enfrentando novas fontes de concorrência de companhias menores com foco em produtos e serviços específicos. Ainda segundo o cofundador, o surgimento de novas startups do segmento também teve um efeito benéfico no setor bancário, levando a um aumento nas parcerias entre bancos de investimento e empresas fintechs terceirizadas.

2. Blockchain

Desde o surgimento do Bitcoin como uma moeda viável (embora volátil) para muitos investidores, a tecnologia blockchain tem se tornado cada vez mais popular. Isso porque, o setor de serviços financeiros está experimentando uma taxa maior de adoção da tecnologia blockchain, que tem o potencial de estimular a redução de custos e aumentar a segurança.

“Bancos e outras empresas adotaram formas de blockchain para substituir intermediários entre as transferências de fundos e, assim, reduzir custos. Desta forma, conseguem aumentar a segurança das transações e, ainda, explorar o núcleo da tecnologia blockchain. O benefício desta segurança é justamente a redução do risco, eliminação de fraude e transparência de uma forma escalonável para uma infinidade de usos”, comenta Patrus.

3. Inteligência Artificial

Embora os serviços bancários e financeiros tendem a ser mais lentos para adotar novas tecnologias, um estudo da PricewaterhouseCooper, network de firmas independentes, confirma que a maioria dos tomadores de decisão de serviços financeiros está investindo em Inteligência artificial (IA). 

Ainda segundo a pesquisa, 52% dos executivos confirmaram que estão fazendo investimentos “significativos” em IA, enquanto 72% acreditam que será uma vantagem comercial. “A maneira mais visível de o setor bancário usar a inteligência artificial é por meio do atendimento ao cliente com uso de chatbots e robôs. De modo geral, muitas das maiores instituições financeiras usam IA para agilizar o atendimento ao cliente”, comenta. 

Outra maneira que a IA é usada para o cliente é implementada para facilitar o mobile banking, que permite aos consumidores acesso 24 horas por dia, sete dias por semana, para realizar operações bancárias. A IA também é fundamental na forma como as instituições financeiras aumentam a segurança e previnem e detectam fraudes.

Para Patrus, “essa tecnologia ajuda as instituições financeiras com gerenciamento de risco e decisões de empréstimo e é fundamental para fazer com que funcionem outras tecnologias, como análise de Big Data, automação de processos robóticos e interfaces de voz”.

4. Big Data

Uma das maneiras de determinar a influência de uma tecnologia em um setor é observar como o setor está investindo nele. O setor bancário é, atualmente, um dos principais investidores por setor em soluções de Big data e Business Analytics, de acordo com o Guia Semestral de Big Data e Analytics Spending da IDC. 

A quantidade de dados gerados pelo setor financeiro, como transações de cartão de crédito, saques em caixas eletrônicos etc – é alta. E ser capaz de colocar esses dados em uso para tomar decisões de negócios e processá-los de forma eficaz para obter insights acionáveis ​​será fundamental para se manter competitivo no futuro.

As instituições financeiras podem usar Big Data para aprender mais sobre os os clientes e ser capazes de tomar decisões de negócios em tempo real, os hábitos de consumo de um cliente, gerenciamento de vendas, segmentação de clientes para otimizar o marketing, vendas cruzadas de produtos, entre outros pontos.

5. LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil traz um esclarecimento extremamente necessário ao arcabouço jurídico brasileiro. O LGPD tenta unificar os mais de 40 estatutos diferentes que, atualmente, regem os dados pessoais, tanto online quanto offline, substituindo certos regulamentos e complementando outros. 

“A LGPD se aplica a qualquer empresa ou organização que processe dados pessoais de pessoas no Brasil, independentemente de onde essa empresa ou organização esteja localizada”, finaliza Patrus.


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