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01/11/2021 às 11h59min - Atualizada em 03/11/2021 às 00h00min

Diagnóstico precoce é a melhor estratégia contra o câncer de próstata

O oncologista Ramon Andrade de Mello ressalta que pacientes com antecedentes familiares devem redobrar os cuidados

SALA DA NOTÍCIA Emilly Santos
Divulgação
“O estigma do toque retal deve ser superado pelos homens, que precisam fazer exames de diagnóstico precoce para o câncer de próstata, medida fundamental para alcançar bons resultados no tratamento”, alerta o médico oncologista Ramon Andrade de Mello, professor da disciplina de oncologia clínica da Unifesp, da Uninove e da Escola de Medicina da Universidade do Algarve (Portugal)

A campanha Novembro Azul foi criada para conscientizar o público masculino de medidas preventivas. A idade é um dos mais importantes fatores de risco, com aumento da incidência e mortalidade a partir dos 50 anos de idade. “Por isso, a recomendação é fazer exames periódicos a partir dessa fase da vida. O cuidado deve ser redobrado no caso de paciente com pai ou irmãos com esse tumor antes dos 60 anos”, explica o oncologista.

Os estudos do Inca (Instituto Nacional de Câncer) mostram que esse é o segundo tumor cancerígeno mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. No mundo, aproximadamente 75% dos casos são diagnosticados em homens com idade a partir de 75 anos. “A minoria dos tumores da próstata pode evoluir de forma rápida e se espalhar para outros órgãos, levando à morte. A boa notícia é que a maioria cresce de forma lenta”, esclarece o pesquisador da Unifesp.

“No início, o câncer de próstata pode ser assintomático e apresentar sintomas similares aos do crescimento benigno do órgão”, explica Ramon de Mello. Segundo ele, os homens podem sentir dificuldade de urinar, necessidade de urinar muitas vezes durante o dia ou a noite. “Independentemente do grau desses sintomas, a orientação é procurar um médico”, alerta.

O médico ressalta que dor óssea, sintomas urinários, insuficiência renal ou até infecção generalizada são indicativos do tumor na próstata.

Sobre Ramon Andrade de Mello
Oncologista clínico e professor adjunto de Oncologia Clínica da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Ramon Andrade de Mello tem pós-doutorado em Pesquisa Clínica no Royal Marsden NHS Foundation Trust (Inglaterra) e doutorado (PhD) em Oncologia Molecular pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Portugal).
 
O médico tem título de especialista em Oncologia Clínica, Ministério da Saúde de Portugal e Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO). Além disso, Ramon tem título de Fellow of the American College of Physician (EUA) e é Coordenador Nacional de Oncologia Clínica da Sociedade Brasileira de Cancerologia, membro da Royal Society of Medicine, London, UK, do Comitê Educacional de Tumores Gastrointestinal (ESMO GI Faculty) da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (European Society for Medical Oncology – ESMO), Membro do Conselho Consultivo (Advisory Board Member) da Escola Europeia de Oncologia (European School of Oncology – ESO) e ex-membro do Comitê Educacional de Tumores do Gastrointestinal Alto (mandato 2016-2019) da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (American Society of Clinical Oncology – ASCO). 
 
Dr. Ramon de Mello é oncologista do Hospital 9 de Julho e da High Clinic Brazil, em São Paulo, SP.
Confira mais informações sobre o tema no site https://ramondemello.com.br/

 
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