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11/11/2021 às 15h02min - Atualizada em 16/11/2021 às 00h00min

Chegada do verão pede mais cuidado com as varizes

Entre os fatores que envolvem e afetam as varizes destacamos o calor - o aumento da temperatura causa a dilatação dos vasos

SALA DA NOTÍCIA Marcelo Dias
Arquivo
As varizes são um problema da circulação sanguínea. Provocam incômodos como inchaço, sensação de peso, cansaço, ardência e queimação nas pernas e tornozelos. Algumas condições podem piorar os sintomas e o aumento da temperatura, no verão, é uma delas. O calor dilata os vasos sanguíneos, consequentemente, piorando a circulação.
Segundo Ricardo Procópio, cirurgião vascular da Clínica Intervascular, de Belo Horizonte, com o calor, os vasos se dilatam. Isto gera a saída e retenção. A circulação do sangue se torna mais lenta e pode causar mais incômodo. “Em períodos prolongados de altas temperaturas, como no verão, as paredes das veias podem sofrer micro lesões que resultam no surgimento de novas varizes ou no agravamento das já existentes. Por esses motivos, as varizes devem ser especialmente tratadas durante o verão”, afirma.
O aumento da temperatura pode trazer ainda outro vilão para quem sofre com varizes, o inchaço. O verão é a estação do ano que mais provoca edema (que é inchaço) nas pernas. Esse inchaço pode levar à formação de novas varizes se o paciente não tomar cuidado. As atividades e contextos associados à estação mais quente do ano também são um elemento complicador. “Caso a pessoa esteja na praia, ela ficará exposta a uma pressão atmosférica maior, o que também contribui com o desconforto e a dor”.
O cirurgião alerta, no entanto, que o calor intenso pode gerar desafios ao paciente com varizes. “É importante manter a hidratação e uma alimentação saudável para evitar o ganho excessivo de peso. Outro ponto é o uso da meia elástica de compressão de forma regular, que ajuda a amenizar o problema. Além disso, é preciso fazer uso contínuo de filtro solar nas varizes para evitar manchas”, garante Procópio.
Complicações
Segundo o cirurgião, algumas doenças pré-existentes podem aumentar os sintomas. Caso o paciente sofra de insuficiência venosa crônica, por exemplo, poderá sentir efeitos, como dor em peso, prurido, comichão e alteração de sensibilidade na pele (dormência, queimação ou formigamento). “Estes pacientes devem ficar mais atentos a outro risco: o da estase venosa (estagnação do sangue dentro das veias), o que pode aumentar as chances de trombose", explica.
Estima-se que 77% das mulheres acima dos 70 anos e 10% das mais jovens, em torno de 30 anos, têm veias varicosas. “O sexo não é o único fator, vícios de postura, gravidez, uso de anticoncepcional, idade e a hereditariedade também contribuem para o surgimento da doença. Além de evitar condições agravantes (como o próprio calor, o tempo de horas na posição sentada, o tabagismo), hoje os pacientes contam com a tecnologia da medicina vascular e endovascular, como as cirurgias minimamente invasivas (endolaser, radiofrequência e o método MOCA), além do uso da espuma.
 
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