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26/11/2021 às 10h07min - Atualizada em 29/11/2021 às 00h00min

ESEG incentiva projetos dentro de princípios de cidade inteligente

Alunos da Faculdade do Grupo Etapa podem desenvolver estudos interdisciplinares

SALA DA NOTÍCIA Allyne Pires
As cidades inteligentes tendem a gerar uma qualidade de vida mais elevada da população com uso de tecnologias, como a Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e análise de dados. Entretanto, para que uma cidade seja considerada inteligente ela precisa contar com crescimento econômico sustentável, além de uma boa mobilidade urbana e segurança pública.

“Existem muitos fatores além do tecnológico para que uma cidade possa ser considerada inteligente. A importância dada à qualidade de vida, sustentabilidade e disseminação do conhecimento para toda a população são alguns deles. Nesse último ponto, habilidades como a boa comunicação, empatia, liderança e inteligência emocional são algumas soft skills que ajudam a minimizar a exclusão de grupos da sociedade diante dos avanços e ideias das cidades inteligentes”, afirma o professor mestre Marcelo Carvalho, coordenador-geral de Graduação da ESEG - Faculdade do Grupo Etapa. “Para o avanço das cidades inteligentes, torna-se necessário também investimentos em uma formação mais completa e consciente da população. Campanhas que valorizem o respeito à diversidade, o estímulo à cultura e desenvolvimento de uma boa qualidade de ensino transformarão as pessoas para um patamar de mais do que cidade inteligente, uma sociedade mais inteligente”.

O desenvolvimento econômico, como principal objetivo de uma cidade inteligente, inclui o incentivo do empreendedorismo. Dessa forma, facilita a geração de novos negócios e tem como resultado novos empregos. O medo da tecnologia avançar em países subdesenvolvidos está relacionado com a substituição de pessoas por máquinas em empregos. “Para atividades repetitivas, hoje o nível de automação já substitui muitos empregos em todas as regiões do mundo. O que é fundamental, além do investimento em tecnologia, é o desenvolvimento das pessoas com novas qualificações para geração de novos empregos que surgirão. E isso passa invariavelmente pela boa qualidade da educação”, explica o coordenador.

O Centro de Globalização e Estratégia do Instituto de Estudos Superiores (IESE) realiza pesquisa anual para identificar cidades inteligentes pelo mundo. O último relatório, de 2020, lista Londres (Reino Unido), Nova York (Estados Unidos), Paris (França), Tóquio (Japão), Reykjavík (Islândia), Copenhague (Dinamarca), Berlim (Alemanha), Amsterdã (Holanda), Singapura (Singapura) e Hong Kong (China) como as 10 primeiras. O estudo leva em consideração nove parâmetros: capital humano; coesão social; economia; meio ambiente; governança; planejamento urbano; alcance internacional; mobilidade e transporte; e tecnologia. No Brasil, as cidades com o conceito de inteligentes são: São Paulo (123º), Rio de Janeiro (132º), Brasília (135º), Curitiba (138º), Belo Horizonte (156º) e Salvador (157º).

“Além de melhorar serviços, as cidades inteligentes podem promover maior troca de experiência entre os cidadãos. Essa prática está relacionada com um novo conceito, a economia colaborativa”, declara o professor doutor Fernando Umezu, coordenador do curso de Ciências Econômicas da ESEG. “Os benefícios da economia colaborativa é a oportunidade de promover hábitos de consumo mais saudáveis, com a oportunidade de economizar e de evitar desperdícios e de diminuir o consumo excessivo. Além disso, há o aumento de produtividade e de qualidade dos produtos e mais oportunidades de networking. Já do ponto de vista das empresas, há vários casos de sucesso como Uber e Airbnb. Também podemos incluir os crowdfundings".

A Faculdade possui núcleos de pesquisa -  Criatividade Aplicada; Economia e Finanças; Empreendedorismo; Inteligência Artificial e Robótica; Logística; e Sustentabilidade - que incentivam os discentes a desenvolver estudos e projetos que podem ser utilizados como prática para tornar uma cidade inteligente.

Para o incentivo de cidades com o conceito no Estado de São Paulo, a Secretaria de Desenvolvimento Regional desenvolveu o programa de Cidades Inteligentes. No âmbito nacional, foi aprovado em 3 de novembro pela Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara de Deputados a proposta do marco regulatório das cidades inteligentes, que leva em consideração a Política Nacional de Cidades Inteligentes (PNCI).

“Das maiores dificuldades para tornar uma cidade brasileira cada vez mais inteligente, destaca-se, além da burocracia, a falta de recursos humanos capacitados e de recursos financeiros, ambos necessários para as transformações digitais nas cidades. Para ilustrar, na perspectiva de gestores públicos municipais, algumas dificuldades são apontadas: inadimplência dos cidadãos no pagamento de impostos, orçamento municipal insuficiente, repasses federais reduzidos, falta de investimentos, custo elevado dos projetos tecnológicos e barreiras culturais”, relata o professor mestre Marcel Dallaqua, coordenador do Núcleo de Inteligência Artificial e Robótica da ESEG.

“Do projeto de lei que institui a PNCI, alguns benefícios poderão ser alcançados. Primeiro, capacitação, qualificação e educação das pessoas para as transformações digitais das cidades. Segundo, desenvolvimento de protótipos e de empresas de tecnologia nas cidades brasileiras. Terceiro, transformações digitais adequadas às necessidades locais, visto que o projeto confia às cidades a elaboração de seus respectivos planos. Quarto, disponibilidade de recursos técnicos e financeiros, dado que o projeto possibilita às cidades solicitarem recursos de um fundo nacional para o desenvolvimento de cidades inteligentes. Quinto, visão sistêmica, considerando que projetos integrados entre múltiplos municípios têm prioridade na solicitação e no recebimento dos recursos nacionais. E, sexto, compartilhamento de experiências e soluções tecnológicas com eventual consequência em redução de custos em projetos, uma vez que o projeto de lei prevê a criação de um repositório público de soluções destinadas ao desenvolvimento das cidades inteligentes”, conclui Dallaqua.
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