MENU

22/12/2021 às 10h22min - Atualizada em 27/12/2021 às 00h01min

Especialista do HCSG fala sobre os novos tratamentos contra HIV

Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral. Estima-se que até 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável há mais de 6 meses.

SALA DA NOTÍCIA Aryane Pereira Costa

Especialista do HCSG fala sobre os novos tratamentos contra HIV

 
Atualmente, cerca de 920 mil pessoas vivem com HIV no Brasil. Dessas, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral. Estima-se que até 94% das pessoas em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável há mais de 6 meses.


Dezembro vermelho marca uma grande mobilização nacional na luta contra o vírus HIV, a Aids e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas infectadas com o vírus. Dados do Módulos da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2021 apontam que 27,4 mil de pessoas tiveram acesso à terapia antirretroviral em 2020. Ao todo, 77,5 milhões de pessoas pelo mundo foram infectadas pelo HIV desde o início da epidemia (até o final de 2020). Um outro levantamento da UNAIDS indica que atualmente, cerca de 920 mil indivíduos vivem com HIV no Brasil. Desses, 89% foram diagnosticadas, 77% fazem tratamento com antirretroviral e até 94% deles em tratamento não transmitem o HIV por via sexual por terem atingido carga viral indetectável há mais de 6 meses, porém, o preservativo ainda é o melhor método de prevenção.

“O Brasil tem hoje uma das maiores coberturas de tratamento antirretroviral (TARV) entre os países de renda média e baixa. Apesar disso, a adesão ao tratamento disponível gratuitamente pelo SUS ainda é um desafio. Vale frisar que as novas terapias são mais eficazes e com menos efeitos colaterais, facilitando a sua aceitação”, explica Dr. André Cortez, infectologista do HCSG.


 

O especialista conta que atualmente, o tratamento preferencial para contra-atacar o HIV na fase inicial é composto por três medicamentos: Tenofovir, Lamivudina e Dolutegravir. Esse coquetel antirretroviral aumenta a sobrevida dos pacientes. “Para facilitar a vida dessas pessoas a Anvisa aprovou no dia 29/11 um novo medicamento contra a doença chamado Dovato, o que é um grande avanço no tratamento dos portadores do vírus que causa a Aids, já que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais disponíveis em um só comprimido o que diminui efeitos adversos. Vale destacar que o uso irregular dos medicamentos aumenta o risco de o vírus criar resistência a eles, o que certamente abala a qualidade e a expectativa de vida”, alerta o infectologista.


 

A medicação é de uso diário e pode ser tomada em jejum, representando um regime completo para o tratamento da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1). Ela é destinada a adultos e adolescentes acima de 12 anos de idade, com peso mínimo de 40 kg e sem histórico de resistência ao Dolutegravir ou à Lamivudina. “O paciente poderá fazer a manutenção do seu tratamento de maneira eficaz com menor utilização de medicamentos e reduzindo o potencial de toxicidade”, comemora.

Em caso de suspeita de infecção por HIV devido à alguma exposição de risco, como ter relações sem preservativo, compartilhar agulhas e seringas ou acidente com material perfuro-cortante em ambiente profissional é importante seguir os seguintes passos:


 

· Procurar um médico;

· Fazer o teste do HIV;

· Fazer o teste complementar do HIV;

· Avaliar com um profissional de saúde imediatamente a indicação profilaxia, medicamento que
consiste nas mesmas medicações utilizadas para o tratamento.


Como o vírus do HIV só pode ser detectado no sangue após cerca de 30 dias de possível contágio, há probabilidade que o especialista peça para repetir o exame após este período para checar se existe infecção ou não.

André reforça que é imprescindível que os pacientes iniciem o tratamento o quanto antes e usem os antirretrovirais corretamente, assegurando o controle da infecção e prevenindo a evolução para a AIDS. “A boa adesão à terapia antirretroviral traz grandes benefícios individuais, como a ampliação da expectativa de vida e o não desenvolvimento de doenças oportunistas como tuberculose, hepatite C, HPV, herpes genital, entre outras”, finaliza o médico.


Sobre o Hospital Casa de Saúde Guarujá: Instituição de saúde com foco na excelência do atendimento médico de qualidade, com moderna infraestrutura e tecnologia de ponta. É a primeira opção na região na área de pediatria infantil e oferece um novo conceito de prevenção à saúde dos moradores e turistas do Guarujá e arredores com o objetivo de se tornar referência na prestação de serviços de saúde na Baixada Santista.

 
Informações à imprensa | Image 360


Aryane Costa -- Assessora de Imprensa
aryane@image360.com.br

11 96634-9288


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://gazetacentrooeste.com.br/.
Fale pelo Whatsapp
Atendimento
Precisa de ajuda? fale conosco pelo Whatsapp