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07/01/2022 às 14h12min - Atualizada em 10/01/2022 às 12h50min

Mito ou verdade? Os cuidados necessários com ouvidos e garganta no verão

Em tempos de férias os cuidados com voz e audição devem ser mantidos

SALA DA NOTÍCIA AIs Comunicação e Estratégia Ltda
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O período de férias escolares e de muitos pais tem sido diferente neste ano. Enquanto, em 2021, a pandemia afastou as famílias das praias e ambientes com concentração de pessoas, atualmente milhares aproveitam as altas temperaturas no litoral e em piscinas públicas e particulares para se divertir mesmo em meio à recomendação de manutenção dos cuidados contra o coronavírus. A regra é continuar cuidando da saúde – e, em viagens e passeios, a preocupação deve ir além da covid-19: e ao alcance de todos. o verão é um período em que problemas relacionados à voz e à audição se tornam mais frequentes, mas podem ser evitados com medidas simples.
Numa época em que as temperaturas estão mais altas, a hidratação é fundamental para todo o corpo. O hábito de beber de 7 a 8 copos de água por dia – o que pode ser aumentado em dias de calor mais intenso – mantém nossas funções vitais em pleno funcionamento e é a chave para evitar rouquidão e dor de garganta, duas queixas comuns em momentos de gritaria e muita agitação de crianças e pais. “Devemos tomar o cuidado, conosco e com nossos filhos, de beber muito líquido mesmo fora de casa. Carregar uma garrafinha com água e consumi-la frequentemente ajuda a evitar dores e incômodos na voz. Não devemos deixar para nos hidratar apenas quando temos sede, tem que ser sempre que possível – e em temperaturas mais frescas, já que a água muito gelada pode provocar choque térmico. A falta de hidratação pode levar a uma possível disfonia, que é dificuldade na emissão da voz, alerta a fonoaudióloga, vice-presidente do Crefono 3 (Conselho Regional de Fonoaudiologia), Jaqueline Oliani Ijuim, (CRFa 34662-2).
Em ambientes fechados, quando há um uso muito mais prolongado de aparelhos de ar-condicionado, a hidratação ganha um aliado: o uso de umidificadores de ar, quem não tem umidificador pode conseguir o mesmo efeito colocando uma bacia com água, ou uma toalha molhada na janela, o que ajuda a evitar o ressecamento das mucosas e das pregas vocais, causadoras da rouquidão, bem como da mucosa nasal. Vale lembrar que a higienização do ar-condicionado deve ser realizada com frequência, para evitar problemas principalmente em quem sofre de rinite. Além disso, o uso de ventiladores deve ser feito de forma que faça o ar circular para cima, deixando o aparelho no chão – e mantendo a limpeza das pás para que fiquem livres de pó e ácaros. Um ventilador direcionado ao rosto pode causar resfriados, responsáveis por alterações na voz.
Em situações de rouquidão ou dor de garganta, muita gente apela para as pastilhas ou balinhas de gengibre. Elas realmente trazem um alívio rápido, mas é passageiro. Quem usa, acaba forçando ainda mais as pregas vocais, por achar que não está mais com dor. E a voz fica muito pior “, reforça Jaqueline Oliani Ijuim que ainda alerta para o consumo excessivo de alimentos muito ácidos, como limão, laranja e abacaxi, que causam refluxo e geram produção de muco nas pregas vocais, aumentando o pigarro e inchando essa região.
Outra situação que exige cuidado tanto para crianças quanto para adultos é com a água nos ouvidos. Seja na praia ou piscina é importante ficar atento ao canal auditivo porque quando a água com bactérias se acumula no ouvido e entra na cavidade auricular, pode surgir uma otite que vai provocar a redução na capacidade de audição, dor forte no local e vermelhidão no canal auditivo. Em casos graves, pode causar febre e falta de equilíbrio.
É importante que não se tente adotar nenhuma solução caseira para essa infecção. A doença pode evoluir agravando o problema e gerando dificuldades de audição. O tratamento é realizado com antibióticos, segundo a Alessandra Garrido de Souza, fonoaudióloga e conselheira do Crefono 3 (CRFa 7298).
Além disso, ambientes com frequência constante de ruídos muito altos, como tendas em praias ou casas de verão, podem levar à perda auditiva. E quem usa aparelhos auditivos deve redobrar os cuidados, já que eles não podem ser molhados. É o que explica Alessandra Garrido Souza “a umidade pode estragar esses equipamentos, então é preciso manter o hábito de colocar o aparelho na sílica todas as noites, sem as baterias, para sua desumidificação, já que é normal transpirarmos muito mais nessa estação. Manter a limpeza do aparelho também é fundamental, utilizando um pano macio e seco. Vale a pena realizar uma revisão do aparelho auditivo ao fim das férias, para observar se houve algum dano pela umidade e calor”.
 
Mitos e verdades
Usar hastes flexíveis ajuda a manter os canais auditivos secos e saudáveis
Mito: hastes flexíveis têm de ser usados com o máximo de cuidado para evitar perfuração do tímpano e lesões na pele. Para isso, a limpeza tem de ser feita de leve e na parte mais externa dos ouvidos
 
Usar algodão no ouvido evita que a água entre no canal auditivo?
Em termos: é preciso umedecer o algodão em óleo de amêndoas ou vaselina, para que ele fique impermeável. Também é preciso tomar o cuidado de não colocar o algodão muito para dentro do canal, evitando lesões. O ideal é usar tampões de silicone de medida personalizada, próprios para o uso.
 
Usar balas de menta ou gengibre resolvem a rouquidão?
Mito: o consumo de soluções e remédios caseiros só camuflam os sintomas, pois tem efeito analgésico. A prática pode agravar o problema.
 
Beber água de coco e sucos também vale para hidratar o corpo?
Verdade: o consumo de líquidos – à exceção de álcool – é fundamental para a manutenção do bom funcionamento do corpo e para a hidratação das pregas vocais
 
Preciso de ajuda médica se meu ouvido ficou tampado pela água ou se estou rouco há alguns dias?
Verdade: a rouquidão ou pigarro prolongado, por mais de 15 dias, exige a avaliação e o diagnóstico de profissionais. O mesmo vale para situações de dor no ouvido, secreção local ou ouvido tampado. Consulte um fonoaudiólogo para uma avaliação, diagnóstico e indicação de tratamento adequado para o caso.
 
SOBRE O CREFONO3
O Conselho Regional de Fonoaudiologia - 3ª Região (CREFONO3), atuante no Paraná e em Santa Catarina, constitui, em conjunto com o Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa), uma autarquia federal. É responsável por zelar pelo cumprimento das leis, normas e atos que norteiam o exercício da fonoaudiologia, a fim de proteger a integridade moral da profissão, dos profissionais e dos usuários diretos.
Ao zelar pelo exercício regular da profissão, o CREFONO3 protege o fonoaudiólogo daqueles que exercem inadequadamente ou ilegalmente a profissão, além de proporcionar melhores condições para que a população tenha um atendimento adequado ao consultar o profissional.
 
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