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Primeiras horas de vida do bezerro podem impactar o desempenho futuro do rebanho leiteiro

Em cenário de captação recorde de leite e menor remuneração ao produtor, a colostragem e a cura do umbigo ganham importância estratégica para prevenir doenças, perdas e necessidade de tratamentos

Por FERNANDA CHIOSSI
0 8 Min

Primeiras horas de vida do bezerro podem impactar o desempenho futuro do rebanho leiteiro
Crédito/Divulgação: Ourofino Saúde Animal
 

A eficiência de uma fazenda leiteira começa muito antes da sala de ordenha e está diretamente relacionada à genética, ao manejo e à nutrição dos animais. Nesse contexto, a colostragem adequada e a cura do umbigo nas primeiras horas de vida são cuidados essenciais para preservar a saúde dos bezerros e favorecer seu desenvolvimento e desempenho futuro. 

O tema ganha relevância diante dos resultados registrados pela pecuária leiteira brasileira. Segundo dados da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no primeiro trimestre de 2026, os estabelecimentos sob algum tipo de inspeção sanitária adquiriram 6,78 bilhões de litros de leite cru, volume 2,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e o maior para um primeiro trimestre desde o início da série histórica, em 1997. Ao mesmo tempo, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 2,24 por litro, queda de 18,8% na comparação anual. 

A combinação entre crescimento da produção e pressão sobre a remuneração reforça a necessidade de controlar perdas evitáveis dentro da propriedade. Uma delas pode começar silenciosamente, poucas horas depois do nascimento: a falha na transferência de imunidade passiva, provocada principalmente por uma colostragem inadequada.

“Na bovinocultura de leite, precisamos atuar muito mais de forma preventiva do que no tratamento. Ao proteger a saúde dos bezerros desde os primeiros cuidados, reduzimos a necessidade do uso de antimicrobianos e evitamos impactos que podem acompanhar o animal ao longo de toda a vida produtiva”, afirma Gustavo Freu, especialista técnico da linha de Terapêuticos e Silagem da Ourofino Saúde Animal. 

Diferentemente do que ocorre em algumas outras espécies, o tipo de placenta dos bovinos impede a passagem de anticorpos da mãe para o feto. Por isso, o bezerro nasce sem essa proteção e depende da ingestão adequada de colostro para adquirir imunidade nas primeiras horas de vida. 

Segundo Freu, uma colostragem eficiente deve respeitar três princípios: quantidade, qualidade e tempo de fornecimento. A orientação é que o recém-nascido receba o equivalente a pelo menos 10% de seu peso vivo em colostro nas primeiras duas horas após o nascimento e mais 5% do peso vivo em colostro nas seis horas seguintes. 

“O colostro funciona como a primeira vacina do recém-nascido. É por meio dele que o animal recebe os anticorpos necessários para enfrentar os microrganismos presentes no novo ambiente. Quanto mais cedo esse fornecimento acontece, maior tende a ser a capacidade de absorção das imunoglobulinas”, explica o especialista.

Além do volume, é necessário avaliar a qualidade. Nas propriedades acompanhadas tecnicamente, a recomendação é utilizar colostro com leitura acima de 25% na escala Brix, indicador associado à concentração de imunoglobulinas, especialmente a IgG. Portanto, não basta fornecer um grande volume: um colostro de baixa qualidade ou oferecido fora da janela adequada pode comprometer a transferência de imunidade. 

Um erro que pode aparecer meses ou anos depois

A falha na transferência de imunidade passiva nem sempre apresenta sinais imediatos. Ainda assim, pode tornar o animal mais suscetível a doenças, como diarreia e pneumonia, aumentar a necessidade de tratamentos, comprometer o desenvolvimento e elevar o risco de mortalidade.

“Um bezerro bem colostrado tende a adoecer menos, desenvolver-se melhor e chegar à fase produtiva em condições mais favoráveis. Já o animal que sofre uma falha na transferência de imunidade pode apresentar doenças com maior frequência e carregar os reflexos desse início inadequado ao longo da vida”, afirma Freu.

No entanto, os cuidados essenciais nas primeiras horas de vida não terminam com a colostragem. A cura do umbigo também exige atenção, embora ainda seja frequentemente negligenciada. O procedimento deve ser realizado com solução de iodo a 10% até que o umbigo esteja completamente seco. Quando esse manejo não é feito corretamente, patógenos presentes no ambiente podem entrar pelo umbigo e causar infecções que, nos casos mais graves, podem levar o bezerro à morte.

 

Para o especialista, o principal desafio não está necessariamente na complexidade das técnicas, mas na capacidade de executá-las corretamente em todos os nascimentos: “Não basta que a equipe conheça o procedimento. É preciso estabelecer uma rotina para que quantidade, qualidade e horário do fornecimento sejam respeitados independentemente do dia, do turno ou do profissional responsável pelo atendimento”, ressalta.

Capacitação pode evitar que o tratamento seja a primeira resposta

Diarreias e pneumonias estão entre os principais problemas sanitários enfrentados pelos bezerros nas primeiras fases de vida. Além de afetarem o bem-estar e o desenvolvimento dos animais, essas enfermidades geram despesas com medicamentos, mão de obra e acompanhamento, podendo comprometer o desempenho futuro do rebanho.

Por isso, a Ourofino Saúde Animal atua em duas frentes: capacitação das equipes e estruturação de protocolos terapêuticos para os animais que adoecem. Por meio da plataforma Examina Sanidade Leite, consultores capacitados oferecem treinamentos adaptados à realidade de cada fazenda. Os conteúdos envolvem manejo do recém-nascido, colostragem, cura do umbigo, ambiência, identificação de problemas e construção de protocolos.

Quando a doença já está instalada, o tratamento deve ser definido a partir da avaliação do médico-veterinário. Dependendo do quadro, os protocolos podem reunir hidratação, medicamentos anti-inflamatórios, antimicrobianos e suplementação para recuperação da microbiota intestinal.

Entre as soluções da Ourofino para os quadros de diarreia estão o Hidrat Up, voltado à reposição de líquidos, sais minerais e energia; o Corta Curso, indicado para o controle da enfermidade; e o Biobac PRO, probiótico que contribui para o equilíbrio da microbiota intestinal de bezerros. Nos casos de pneumonia, a companhia também disponibiliza soluções como Tulaxx e Resolutor, que podem integrar os protocolos definidos pelo médico-veterinário. 

Sobre a Ourofino Saúde Animal  

Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal é a maior empresa do setor farmacêutico-veterinário de origem brasileira e referência em inovação, sustentabilidade e bem-estar animal. Com sede em Cravinhos (SP), possui um dos complexos industriais mais modernos da América Latina, incluindo linhas para comprimidos, injetáveis, vacinas e biológicos. Presente em mais de 60 países, mantém operações diretas no México e na Colômbia, combinando ciência, tecnologia e proximidade com o produtor. Investe cerca de 8% da receita líquida em P&D, desenvolvendo soluções eficazes e seguras para animais de produção e de companhia. Reconhecida como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio pela Great Place to Work, também adota práticas sustentáveis e segue elevados padrões de governança desde sua abertura de capital no Novo Mercado da B3.   

 

Informações à imprensa:   

Grupo Inca

Fernanda Chiossi

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(16) 99766-2771    

Fernanda Franco 

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FERNANDA FRANCHI CHIOSSI
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