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26/07/2021 às 23h09min - Atualizada em 27/07/2021 às 00h00min

Bronze em Tóquio, Fernando Scheffer iniciou na natação em Canoas: 'Ele acredita até o fim', diz mãe

Adriana e o irmão Augusto acompanharam a prova na cidade onde moram e onde o nadador nasceu. Atleta conquistou a medalha e quebrou o recorde sul-americano dos 200 metros com 1m44s66.

G1 - Notícias
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Adriana e o irmão Augusto acompanharam a prova na cidade onde moram e onde o nadador nasceu. Atleta conquistou a medalha e quebrou o recorde sul-americano dos 200 metros com 1m44s66. Fernando Scheffer leva o bronze nos 200 metros livres
A medalha de bronze de Fernando Scheffer, nos Jogos Olímpicos de Tóquio, nesta segunda-feira (26), estava no horizonte desde que ele começou a competir. Mas logo que conquistou, na saída da piscina, ele não sabia como definir o sentimento.
"Eu não sei até agora. Parece que tô travado no tempo. Não tava pensando em tempo, em colocação. Só queria fazer a minha prova, colocar na água tudo que treinei e nadar feliz. Cada braçada, aproveitando cada metro. É uma sensação muito especial", disse na entrevista à TV Globo.
"É algo dele, de acreditar. Ele acredita até o fim. É bem determinado", diz a mãe, Adriana.
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Fernando Scheffer leva o bronze na natação
REUTERS/Kai Pfaffenbach
Os alicerces do atleta estão em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, onde ele nasceu e onde mora a família. A mãe e o irmão Augusto mandaram energia de longe, em uma corrente transmitida pela internet, mas que Fernando talvez nem tenha visto.
Adriana conta que eles conversaram pela última vez no domingo (25), de forma bem rápida, e logo depois o filho se isolou para se concentrar apenas na prova.
"O Fernando é muito disciplinado. Se tem aquele objetivo, vai cumprir. Conversei antes, na sexta (23), e ele falou estava bem, mas que ia ficar concentrado. Desligar das pessoas e ficar no mundo dele, que é essa prova", relata.
História sendo escrita
Fernando Scheffer na piscina do avô ainda criança
Arquivo Pessoal
A prova pela qual Scheffer conquistou a medalha era a especialidade de Gustavo Borges. Porém, quando ele conquistou a prata, nos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, Fernando nem sequer era nascido.
Ele nasceu dois anos depois, em abril de 1998, e começou no esporte quase sem querer. Era só mais um aluno de natação da academia Polisport.
Depois, começou a disputar alguns torneios, por incentivo da professora Ana Paula, tomou gosto por vencer e passou a desejar mais. Aos 15 anos, mudou-se para Porto Alegre para competir pelo Grêmio Náutico União.
"Até sair a primeira medalha, foi difícil. Veio aquela insegurança. Mas depois deslanchou. A ideia dele seria partir para outro lugar que oferecesse desafios. Ele estava na zona de conforto", recorda a mãe.
O desafio foi mudar-se para Belo Horizonte, com a namorada Bibi Cordeiro, e competir pelo Minas Tênis Clube. Pelo clube mineiro ele passou a ser o número um no país nos 200 metros livre e destaque na prova em competições internacionais, com ouro no Sul-Americano e nos Jogos Pan-Americanos. de Lima.
"O sonho dele sempre foi a Olimpíada, mas até chegar lá tinha que traçar um caminho. Tinha que ir para esses campeonatos fora, se testar. Quando conseguiu a vaga [para Tóquio], ele disse que a ficha não tinha caído, que estava sonhando, que era algo de criança que alcançou", emociona-se a mãe.
Com as medalhas do Mundial de Piscina Curta, em 2018, Leonardo Santos, Breno Correia, Fernando Scheffer e Luiz Altamir comemoram o ouro e o recorde mundial
Satiro Sodré/SSPress/CBDA
2018, o ano da virada
Por volta das 8h desta terça (27, horário de Brasília), Fernando retorna à piscina como integrante da equipe de revezamento 4 x 200 livre que busca uma vaga na final da prova. Foi nela que ele mudou de patamar no esporte, em 2018.
Ele entra nesta prova com a responsabilidade de quem conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de Piscina Curta de 2018, em Hangzhou, na China, batendo o recorde mundial, com um tempo de 6m46s81.
Agora, ele detém, também, uma medalha olímpica. "Tento tirar toda cobrança possível, sem querer me colocar pressão de resultado, e tento fazer o melhor na hora. Mas a gente treinou pra isso e fez na hora que precisava fazer", disse Scheffer.
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Fonte: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2021/07/26/bronze-em-toquio-fernando-scheffer-iniciou-na-natacao-em-canoas-ele-acredita-ate-o-fim-diz-mae.ghtml
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