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28/05/2021 às 12h31min - Atualizada em 28/05/2021 às 12h31min

Sertanejo perde terreno: por que o estilo deixou de ter os artistas mais ouvidos do Brasil?

Astros do forró de teclado tomam liderança pela 1ª vez no YouTube. Críticos apontam falta de renovação; maior empresário sertanejo diz que baixa vai passar e pisadinha ‘não veio para ficar’.

Andréa Guimarães
Globo
Entenda por que o sertanejo saiu do pódio
 

Caras novas aparecem no pódio musical do Brasil. Os sertanejos deixaram de aparecer entre os artistas mais ouvidos no YouTube pela primeira vez desde que o ranking foi criado, em 2018. Reinam hoje no streaming astros do funk e, principalmente, da pisadinha - o forró feito no teclado.

ausência inédita de sertanejos no top 3 da parada semanal do YouTube começou no início de maio. E piorou: na semana seguinte, eles saíram do top 5. No ranking atual, a melhor posição sertaneja é de Marília Mendonça, em 7º. Ela liderava até os Barões da Pisadinha tomarem o topo no fim de 2020.


 

A gazeta Centro-Oeste já explicou de várias formas como o funk e o forró crescem com produções eletrônicas vibrantes de Barões da Pisadinha, DJ IvisZé VaqueiroMC Don Juan e outros que hoje ocupam o topo.

E o sertanejo? Será uma crise no setor mais produtivo da indústria musical brasileira ou só uma pausa antes de voltar a colher os frutos preferidos do mercado? Empresários, artistas e críticos respondem e analisam o cenário. Entre consensos e divergências, há cinco pontos principais:

 

  1. Grandes shows são uma peça crucial na engrenagem sertaneja. Sem eventos na pandemia, cai a divulgação das músicas e a renda potencial. As lives aliviaram, mas não substituíram.
  2. Mas funk e pisadinha também não dependem de shows? Sim, mas em menor escala, e mais adaptados ao digital - seja na produção eletrônica de músicas ou no seu consumo na internet.
  3. Cifras à parte, no campo artístico esses estilos eletrônicos ousam, misturam e criam sons que caem na boca do povo. E há quem veja o sertanejo acomodado, com pouca renovação criativa.
  4. Há quem não veja falhas criativas, mas só o mercado sertanejo segurando lançamentos e investimentos em divulgação (inclusive o velho "jabá" para rádios) até os shows voltarem.
  5. Enquanto alguns projetam que a volta dos shows vai retomar a velha ordem, e que a pisadinha é passageira, para outros o futuro é imprevisível e as inovações eletrônicas, poderosas.

 




 

 


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