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09/06/2022 às 15h51min - Atualizada em 12/06/2022 às 00h01min

Junho vermelho: doe sangue

Hugo Henrique Amorim Batista e Jeferson Kotokovski de Morais*

SALA DA NOTÍCIA Hugo Henrique Amorim Batista e Jeferson Kotokovski de Morais
Freepik
Ao longo dos anos, certamente você já percebeu que, conforme o mês existe uma campanha publicitária a nível nacional para a prevenção, conscientização e reflexão dos brasileiros. Este é o mês conhecido como Junho Vermelho, que representa a campanha para as doações de sangue.

Doenças e acidentes de diversas formas, por exemplo, acompanham a humanidade há muito tempo. Um corte profundo pode gerar muita perda de sangue, mas por quê? A contração e o relaxamento do coração alteram a pressão arterial e, na localização do corte, a pressão é menor, favorecendo o escoamento sanguíneo. Mediante o apresentado, uma grande perda de sangue pode trazer uma ampla diversidade de complicações (anemia, por exemplo), além de reduzir o deslocamento de suprimentos para as células e prejudicar a respiração do indivíduo. Em muitos casos, há necessidade de ocorrer uma transfusão sanguínea.

Historicamente, a primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James Blundell, em 1818, que transfundiu sangue em mulheres com hemorragia pós-parto. Mas o que é a transfusão?

A transfusão é o procedimento seguro de transferência de sangue de um indivíduo para outro. Muitas vezes, um amigo não pode transfundir o sangue para o outro amigo, pois precisam averiguar se possuem tipos sanguíneos compatíveis. Existem alguns tipos sanguíneos: A, B, AB e O (positivo e negativo), sendo o do tipo O negativo considerado o doador universal e AB positivo, o receptor universal. Uma transfusão de sangue errada pode gerar, no indivíduo, efeitos vasodilatadores que provocam queda brusca da pressão arterial, comprometendo a oxigenação do corpo. O fluxo sanguíneo reduz fazendo com que o coração fique sobrecarregado, tentando estabilizar o fornecimento de sangue para os órgãos. Ocorrem dores no peito e nas costas. Em virtude disso, análises são importantes para averiguação dos tipos sanguíneos, sendo necessário um local adequado para coleta e análise.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta sobre as condições apropriadas para a doação de sangue, sendo algumas delas: estar bem de saúde e ter entre 18 e 69 anos, não estar em jejum, pesar mais de 50kg, não ter doado sangue há menos de 60 dias (para homens) e 90 dias (para mulheres). A qualidade do sangue é diagnosticada mediante a realização de alguns exames.

O dia 14 de junho é o Dia Mundial do Doador de Sangue, mas e você, sabe qual é o seu tipo sanguíneo? Infelizmente, não damos muita importância para isso. até que precisemos saber ou informar. Estabelecer o tipo sanguíneo em documentos oficiais pode fazer com que as equipes de socorro, por exemplo, “ganhem tempo” no atendimento às ocorrências e emergências.

De acordo com dados apresentados pelo Ministério da Saúde, entre 2019 e 2020 – durante a pandemia da covid-19 –, as doações de sangue no Brasil diminuíram aproximadamente 10%.  Em 2019, foram realizadas 3,27 milhões de doações, enquanto em 2020, primeiro ano da pandemia, foram 2,95 milhões. O remanejamento do estoque para Estados que mais necessitavam fez com que não houvesse desabastecimento das bolsas de sangue no país.

Neste mês de junho, procure se informar na sua cidade ou região como e onde doar sangue. Uma bolsa de sangue gera até quatro doações e uma atitude dessas é indício de respeito à vida. Doar sangue pode “salvar vidas”.

Doe amor e esperança. Doe sangue; doe vida!


*Jeferson Kotokovski de Morais é licenciado em Matemática e bacharel em Engenharia Mecânica, especialista em Ensino de Matemática. Docente da área de Exatas do Centro Universitário Internacional Uninter.

*Hugo Henrique Amorim Batista é licenciado em Física e Matemática, especialista em Educação. Docente da área de Exatas do Centro Universitário Internacional Uninter.
 
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