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Cultura geek vira negócio: creators transformam fandom em comunidade e renda digital

No Dia do Orgulho Geek, creators brasileiros mostram como cosplay, ASMR, dublagem e cultura pop impulsionam a creator economy e fortalecem comunidades digitais

Por MAYRA BARROS
0 6 Min

Cultura geek vira negócio: creators transformam fandom em comunidade e renda digital
Imagem reprodução Instagram

O que antes era tratado apenas como hobby hoje pode movimentar comunidades, impulsionar novos formatos de criação de conteúdo e abrir espaço para diferentes formas de monetização digital. No embalo do Dia do Orgulho Geek, creators brasileiros têm transformado paixões por animes, games, cosplay, dublagem e cultura pop em negócios digitais dentro da Privacy, maior plataforma de monetização de conteúdo do Brasil.

O movimento acompanha o crescimento da cultura geek no Brasil e uma mudança importante no comportamento do público, cada vez mais interessado em experiências exclusivas, conexões próximas com creators e comunidades formadas em torno de interesses em comum. Segundo dados do setor, o mercado geek brasileiro já movimenta mais de R$ 20 bilhões por ano, impulsionado principalmente pelo consumo digital de entretenimento, games, cultura pop e produções ligadas ao universo nerd.

Na creator economy, esse comportamento tem fortalecido creators que conseguem transformar fandoms em comunidades digitais altamente engajadas, explorando formatos que vão desde cosplay e roleplay até ASMR, humor, dublagem e conteúdos inspirados em personagens icônicos da cultura pop.

Um dos casos que mais chamaram atenção recentemente foi o da dubladora Tânia Gaidarji, conhecida por dar voz à personagem Bulma, de Dragon Ball, além de atuações marcantes em animes, games e produções como O Diabo Veste Prada e Irmão do Jorel. A chegada da atriz à Privacy viralizou nas redes sociais e mobilizou fãs da cultura geek em torno da nostalgia e da proximidade construída ao longo de décadas com o público.

“A Bulma mudou a minha vida. Viajei o Brasil inteiro por causa dela”, relembra Tânia. Segundo a dubladora, a relação criada com os fãs ao longo dos anos foi determinante para o sucesso imediato dentro da plataforma. “Não suporto ser censurada. Então pensei: vou juntar as coisas. Atender aos fãs, ter mais liberdade e também monetizar com isso”, afirma.

A creator também encontrou na própria voz, principal marca de sua trajetória profissional, um diferencial para ampliar a conexão com os assinantes. “Eu uso muito minha voz, porque eles querem ouvir minha voz. Acaba sendo uma outra vertente do  meu trabalho como atriz”.

O impacto foi imediato. Em apenas 35 dias na plataforma, Tânia faturou R$ 174 mil e viu a repercussão entre fãs da cultura geek explodir nas redes sociais. “Foi tudo muito rápido. Enquanto dublava O Diabo Veste Prada 2, já via as notificações chegando sem parar. Fiquei em choque com o carinho e a curiosidade das pessoas”, relembra.

O movimento também aparece em outros creators ligados ao universo geek e gamer. A creator Kyure ganhou notoriedade ao levar cosplay e referências inspiradas em animes e games para a plataforma, criando uma comunidade fiel em torno de personagens e narrativas da cultura pop. Já Emanuelly Raquel passou a unir cosplay, universo gamer e ASMR em conteúdos voltados ao relaxamento, interpretação de personagens e interação com fãs.

“O pessoal adora as versões adultas de ASMR que eu faço na Privacy, assim como as que são para relaxar que eu posto no YouTube”, afirma Emanuelly. Segundo a creator, a plataforma ajudou a ampliar a proximidade com a audiência. “A Privacy veio como uma ferramenta para facilitar minha interação com os fãs. Não tem lugar melhor para criar e interagir”.

Outra criadora conhecida da comunidade geek é Kine Chan, considerada um dos principais nomes do cosplay nacional. Na plataforma, ela encontrou um espaço para produzir conteúdo com mais liberdade e menos pressão das redes sociais tradicionais.

A creator Fe Galvão também aumentou sua presença online após levar a cultura cosplayer para a plataforma, enquanto Bruna dos Anjos transformou um perfil criado inicialmente “de brincadeira” em um negócio digital voltado ao público geek e gamer.

Outro creator recente ligado ao universo da cultura pop é o influenciador He Man Maromba, que une humor, musculação e referências nostálgicas dos anos 1980 e 1990 em conteúdos voltados ao público geek adulto, reforçando como diferentes formatos de fandom vêm encontrando espaço dentro da creator economy. Jany, conhecida como “cospobre”, transformou sua paixão pelo cosplay em uma fonte de renda robusta, chegando a faturar mais de R$ 200 mil com conteúdo voltado ao universo nerd.

No Dia do Orgulho Geek, o crescimento desses creators reforça como a cultura pop ultrapassou o entretenimento e passou a ocupar um espaço relevante dentro da creator economy, impulsionando novas formas de pertencimento, expressão digital e geração de renda.

Sobre a Privacy

A Privacy é a maior plataforma de monetização e produção de conteúdo do Brasil, com mais de 25 milhões de usuários e 700 mil criadores. Criada em 2020, a plataforma se consolidou como um espaço onde criadores podem mudar suas vidas ao compartilhar conteúdo, construir comunidade e transformar sua presença digital em renda de forma direta e segura. Em 2026, a Privacy inicia sua expansão pela América Latina, ampliando oportunidades para criadores e levando seu modelo de monetização para novos mercados.


 

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Mayra Maciel de Barros
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